quinta-feira, 14 de abril de 2011

MUNDO PEQUENO

Esta historia se passou na Inglaterra, no inicio do século XX.

Um homem muito rico vivia em sua mansão, cercada de um jardim florido, e um grande lago que se podia avistar de dentro da casa.

Em uma manhã, apreciando a paisagem da sacada de seu quarto, viu seu filho atravessando a ponte sobre o lago, e no momento seguinte presenciou a pior cena de sua vida. Seu filho, ainda pequeno, caiu dentro do lago.

O pai desesperado saiu correndo, gritava por socorro, mas nada podia fazer. Ao se aproximar, ele viu o seu filho nos braços do jardineiro, que acabara de tirá-lo de dentro da água e tentava reanima-lo. Após voltar a si, o menino chorou muito assustado. O pai, emocionado ao ver seu filho a salvo, diz ao jardineiro: “Meu amigo, o que você acaba de fazer não tem preço. Portanto, o que me pedir, eu lhe darei. Até mesmo, metade da minha fortuna, se assim você quiser”.

O jardineiro, vendo a alegria do pai disse: “Senhor, eu não fiz nada que outra pessoa não o faria. Estava por perto, e tenho certeza, se fosse o meu filho o senhor faria o mesmo.”

O patrão insistiu com ele: “Por favor, peça alguma coisa, eu quero retribuir seu ato heróico. Você salvou a vida do meu único filho.”

Tanto insistiu, que o jardineiro, um pouco envergonhado, disse: “O senhor sabe que tenho um filho que gosta muito de estudar, e eu não tenho condições de pagar o seu estudo. Se for possível, ajude meu filho nos estudos”.

Feliz por saber que poderia retribuir de alguma, providenciou as melhores escolas para o filho do jardineiro.

Muito anos depois, o patrão já estava com bastante idade, e ficou doente. Sua enfermidade não tinha cura. Sendo ele, um homem muito rico, ofereceu metade de tudo o que tinha para quem conseguisse cura-lo.

Muitos médicos, entre eles, grandes especialistas se apresentaram a ele, mas ninguém conseguia conter a sua febre. Durante uma das visitas que recebeu, um famoso professor lhe falou sobre um jovem cientista médico, que estava fazendo uma pesquisa avançada a respeito daquela doença.

O jovem cientista foi localizado, e dois dias depois se apresentou ao homem infermo. Ao vê-lo, o homem já desenganado, fez o apelo por sua cura, oferecendo-lhe metade de seus bens. O jovem respondeu-lhe: “Eu estive na guerra pesquisando esta enfermidade e descobri que através do mofo podemos chegar à cura. Ainda não testei os resultados em um ser humano, somente em cobaias de laboratório. O homem, em total desespero, sabendo que seu fim estava próximo, se apresentou como cobaia, assumindo todos os riscos. O jovem cientista começou uma série de aplicações e um mês depois, o homem já estava curado.

Cheio de saúde, o rico homem deu uma grande festa, para comemorar o seu reestabelecimento. Quando a maioria dos convidados já estava presente, o homem pediu um minuto de atenção, tomou a palavra e disse:”Hoje, é um dia muito importante para mim. Este jovem cientista, desenvolveu a cura para a minha infecção. O prêmio que vou lhe dar, não é nada perto das vidas que serão salvas”.

“O senhor não me deve nada. Eu já tenho tudo o que quero. Não fiz isto pelo dinheiro e sim pela humanidade”, respondeu-lhe o jovem.

“Mas eu insisto que aceite esta fortuna, você a merece”.

Nesse momento, o jovem cientista olha nos seus olhos, e pergunta: “O senhor não está me reconhecendo? Eu sou Alexander, o filho do seu jardineiro. Foi a mim que o senhor pagou os estudos. O grande prêmio pela sua cura, o senhor já me deu há muitos anos.”

(S. Agostinho)


Retirado do Blog Meus Poemas e Reflexões

http://ditadosereflexoes.blogspot.com/2011/04/mundo-pequeno.html

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